
Não havia azul mais azul do que aquele! Hahaha não mesmo! Ela sabia que não havia porque conhecia cor azul e os vários tons de azul. Como aqueles olhos jamais! Eram azuis sim, os mais belos, cheios de mistério. Porque quando os seus, que não eram azuis, encontravam aqueles... Ah... não tinha palavras... eram breves instantes em que os olhares falavam por si sós. E depois ficava pensando no que havia por detrás daqueles olhares. Quais segredos eles escondiam dela? Sabia que não os conheceria em tão rápidos momentos. Queria poder olhar mais e ter, não uma, mas várias conversas, se perdendo no mar azul, mergulhando nas profundezas, buscando os tesouros, porque, sabia, por ali haveria muita riqueza. Não é qualquer um que nasce com esse dom tão... azul? Era muito mais que isso. O que era mesmo? Estava perdida agora, pois, de repente, eles vieram de encontro aos seus.
Onde estava mesmo? Não importa, o que realmente importava é que eles estavam ali, por perto. E ela esperava, como uma criança que espera receber um chocolate, pela hora em que eles se voltariam a ela. Será que os seus teriam algo que lhes interessasse?Afinal de contas, às vezes eles vinham em sua direção, porém se mantinham distantes novamente. A cada olhar seu desejo aumentava. Queria mais do brilho, da vida daqueles olhares. Precisava destrinchá-los e conhecê-los. Já os amava. Porque não poderiam ser seus? Claro que não era inveja! Não queria os olhos, mas os olhares voluptuosos pra ela. O que faria? Ficar só olhando não dá! Mas ia falar o quê? Perguntar de quem ele herdou os olhos azuis? Não podia abordar alguém perguntando sobre a cor dos olhos dele. Aliás, não tinha idéia de como iria dirigir-lhe qualquer palavra. Olhares dizem muita coisa, sim, mas nem tudo. E, muitas vezes, dizem algo que já foi dito por palavras, então precisava falar, mas o quê?
Confiava em si mesma, sabia que era bonita e que os olhares a desejavam. Então esperaria por eles? Mas e se não voltassem? Não gostava de pensar nessa possibilidade. Seria tão triste! Já estava muito envolvida naquela relação, pra ser deixada assim, sem nenhuma palavra. Iria atrás? Teria que fazê-lo, mesmo sem cara e coragem. Ah...não me olhem assim... pensava. Só aumentava seu desespero. Achava melhor controlar-se e brincar também. Eles estariam ali amanhã, provavelmente no mesmo horário, e depois... também sabia onde poderia encontrá-los fora dali. Não era a primeira, nem seria a última vez que os veria. Cada encontro de olhares, nos locais menos prováveis, pra ela significava que não era tão improvável assim ter mais daqueles olhares e por mais tempo.
Decidiu que o jogo estava começando. Dois jogadores, quatro peças. As regras eram incertas, mas alguém iria ganhar, logo nenhum iria perder. Pra ela fazia muito sentido, considerando-os perturbados pelo azul que mais uma vez inundava sua consciência. Achou melhor ir embora e deixá-los lá. Quis dizer até amanhã, mas não achou adequado. Iria pensar nas melhores táticas. Eles seriam seus, e não pensaria em outra coisa até conseguir o que queria.
Onde estava mesmo? Não importa, o que realmente importava é que eles estavam ali, por perto. E ela esperava, como uma criança que espera receber um chocolate, pela hora em que eles se voltariam a ela. Será que os seus teriam algo que lhes interessasse?Afinal de contas, às vezes eles vinham em sua direção, porém se mantinham distantes novamente. A cada olhar seu desejo aumentava. Queria mais do brilho, da vida daqueles olhares. Precisava destrinchá-los e conhecê-los. Já os amava. Porque não poderiam ser seus? Claro que não era inveja! Não queria os olhos, mas os olhares voluptuosos pra ela. O que faria? Ficar só olhando não dá! Mas ia falar o quê? Perguntar de quem ele herdou os olhos azuis? Não podia abordar alguém perguntando sobre a cor dos olhos dele. Aliás, não tinha idéia de como iria dirigir-lhe qualquer palavra. Olhares dizem muita coisa, sim, mas nem tudo. E, muitas vezes, dizem algo que já foi dito por palavras, então precisava falar, mas o quê?
Confiava em si mesma, sabia que era bonita e que os olhares a desejavam. Então esperaria por eles? Mas e se não voltassem? Não gostava de pensar nessa possibilidade. Seria tão triste! Já estava muito envolvida naquela relação, pra ser deixada assim, sem nenhuma palavra. Iria atrás? Teria que fazê-lo, mesmo sem cara e coragem. Ah...não me olhem assim... pensava. Só aumentava seu desespero. Achava melhor controlar-se e brincar também. Eles estariam ali amanhã, provavelmente no mesmo horário, e depois... também sabia onde poderia encontrá-los fora dali. Não era a primeira, nem seria a última vez que os veria. Cada encontro de olhares, nos locais menos prováveis, pra ela significava que não era tão improvável assim ter mais daqueles olhares e por mais tempo.
Decidiu que o jogo estava começando. Dois jogadores, quatro peças. As regras eram incertas, mas alguém iria ganhar, logo nenhum iria perder. Pra ela fazia muito sentido, considerando-os perturbados pelo azul que mais uma vez inundava sua consciência. Achou melhor ir embora e deixá-los lá. Quis dizer até amanhã, mas não achou adequado. Iria pensar nas melhores táticas. Eles seriam seus, e não pensaria em outra coisa até conseguir o que queria.


