Estava caindo do alto de lugar nenhum. Tudo girava tão distante de si. Ia se debatendo em direção a um mar negro. E assim a escuridão era tudo que podia ver. O ar que o sufocava era a confusão de sua mente. Porque estava tudo tão desorganizado e ele era tão impotente, como uma formiga em meio a um tornado.
Era tão inútil estar assim. Não precisava estar, mas não podia não estar, porque não sabia como sair dali. Não iria morrer, quanto mais viver, pelo menos enquanto não buscasse sua força(?!) capaz de libertá-lo.
Poderia entregar-se à resignação de (não)-viver dessa forma. Quem é que pode viver sempre caindo? Não deveriam as pessoas voar e subir aos céus buscando seus sonhos em algum lugar? Porque sentia-se cada vez mais distante de seu céu? A paz que não encontrara não conseguia ainda visualizar. Apenas fumaça cinza do ar que expirava era (in)-visível.
Seus gritos não ecoavam porque não lhe saiam garganta afora. Não adiantaria gritar a ninguém. Caia só, sendo observado através de vidros opacos distorcendo a realidade do que lhe ocorria. Quem o via distante, sorria-lhe, seus risos amarelos de hipocrisia, que o forçavam mais pro fundo do seu nada.
E caia... em chamas, despedaçando-se, derretendo-se, desconfigurando-se até que perca de vez sua identidade e mergulhe profundamente. Perdendo-se a si mesmo, tentando encontrar um novo eu e emergir das próprias trevas.
Era tão inútil estar assim. Não precisava estar, mas não podia não estar, porque não sabia como sair dali. Não iria morrer, quanto mais viver, pelo menos enquanto não buscasse sua força(?!) capaz de libertá-lo.
Poderia entregar-se à resignação de (não)-viver dessa forma. Quem é que pode viver sempre caindo? Não deveriam as pessoas voar e subir aos céus buscando seus sonhos em algum lugar? Porque sentia-se cada vez mais distante de seu céu? A paz que não encontrara não conseguia ainda visualizar. Apenas fumaça cinza do ar que expirava era (in)-visível.
Seus gritos não ecoavam porque não lhe saiam garganta afora. Não adiantaria gritar a ninguém. Caia só, sendo observado através de vidros opacos distorcendo a realidade do que lhe ocorria. Quem o via distante, sorria-lhe, seus risos amarelos de hipocrisia, que o forçavam mais pro fundo do seu nada.
E caia... em chamas, despedaçando-se, derretendo-se, desconfigurando-se até que perca de vez sua identidade e mergulhe profundamente. Perdendo-se a si mesmo, tentando encontrar um novo eu e emergir das próprias trevas.