quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Elementos do amor


Em teus olhos castanhos, vejo chamas
Onde arde a paixão avassaladora
Que mudou nossos caminhos
Em busca da completude de um grande amor

No brilho dos teus olhos, vejo águas
Onde posso mergulhar
Tranquila e serena
Nadando em paz sem temor

Olhos castanhos, como a terra
Onde posso me sustentar
Manter meus pés no chão
Estando segura aonde for

Em teus olhares a leveza do ar
Por ela a promessa da entrega a ti
Completa, para deles nunca me afastar
Tendo sempre meu abrigo e refúgio
Aonde quer que eu vá

Ao olhar-te sou nada além de mim
Com os mais puros sentimentos
Por ti despertados
Todo amor que se pode ter
A ti dedicado...
Imenso tão quanto o céu
Lindo tal qual a lua cheia
Verdadeiro, como nós.

domingo, 4 de novembro de 2012

Tempestade em céu azul


Da loucura incandescente somos cúmplices,
pois no desejo proibido ardem nossas almas.
E no fascinante delírio da paixão
eis que se foram aquelas convicções
outrora impregnadas de repulsa
mas que já não se fazem tão certas ou erradas.

Nos teus olhos a simplicidade da alegria,
já em teus lábios a paz de uma ventania
perpassa por toda minha pulsação
desajeitando meus fios de cabelo
e todas as incertezas do meu coração.

Naufragamos em ondas de mar límpido
Enfrentamos tempestades de céu azul
Com o sol a debochar por sobre
e águas chorando sob
tantos medos e desejos.

Um tempo que ameaça
Ameaça cura com faca afiada
Ferida sangrenta no peito criar
Criar bela cicatriz
A sorrir da própria sorte,
sorte que escolheu existir
para a felicidade alcançar.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Aprendendo


Nas desventuras dos caminhos percorridos, amamos. E pode ser um amor dirigido à pessoa errada, em momento e local inapropriados. É impossível saber distinguir entre certo e errado quando se ama. Talvez seja por isso que simplesmente acabamos nos dando conta, no fim, do desgaste a que nos submetemos em troca de alguns momentos de felicidade. Se a tristeza dos meios e fins supera a felicidade do início, é algo a se refletir. Pois somente quando alegria e tristeza desencadeadas por um amor se vão, é que se consegue refletir melhor a dinâmica dos dias amados, bem ou mal. Certamente não há relevância nenhuma em se fazer considerações sobre isso. Mas uma alma cansada e aflita pensa muito no passado, no presente e no futuro. Se otimista, considera que há alguém por aí que um dia encontrará seus olhos perdidos e os colocarão num mar alvoroçado da paixão. Se pessimista, considera que não há ninguém bom o bastante para conseguir fazê-la se perder novamente. Se realista, considera as possibilidades, de acordo com o tempo, pois talvez um período de solidão, seguido por uma nova entrega.
Nada é tão ruim que não possa ser superado. Saímos da condição de medo da tristeza para a de desejo de ser feliz. E este sim nos guia rumo a um futuro otimista. E é nesse futuro que pretendo chegar. Quando meus fantasmas do passado não me assombram e nada além de lembranças de um amor restam. Sentimentos feridos não deixam a felicidade nos tomar. Com angústia e dor, quem pode ser feliz? Por isso é preciso superar. Manter a integridade do eu, entrar em harmonia com si próprio. Sentir a brisa no rosto, a água quente molhando o corpo, o gosto doce de chocolate, uma companhia amiga, o suor escorrendo após dançar. Tudo faz parte da completude do “eu”. Nada é puramente sensação ou racionalização. É do equilíbrio desses elementos que se pode sair da condição de servo para a de senhor de si mesmo. De dono da própria felicidade. E depende-se dos outros para isso, como se depende de todo o resto para viver. Mas é o ser no conjunto que dita os rumos de sua vida. Caso contrário, tem-se uma existência miserável e limitada, em que o sentimento de pena de si próprio torna-o escravo de sua própria situação, impedindo-o de sentir a vida pulsátil e a vibração das energias positivas.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Paixão inspiradora

Uma bela canção é tão inspiradora

quanto uma doce paixão

Se por ela me apaixonei

e,vezes seguidas, até me esgotar ouvi

também de tal paixão pouco sobrara

Mas um esgotamento tal qual

a música que se repete

Até que se canse daquele som

E se procure outro

Que leve quem o aprecia às nuvens

Abalando corpo e mente

Em sua suave melodia...