quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Presente


Andando dentre incertezas
Eis que na vida grande surpresa
Encontrei em teu olhar
Pois da mais sublime paixão
Não pude escapar
Entre risos e conversas
Descobri onde depositar
A grandeza do amor
Com sua plena infinitude
Motivando-me a respirar
A viver de encontro à felicidade
Só existente em teus braços
No calor da tua pele a emanar
Em doce melodia envolvente
Compassada com nossos corações
Batendo em harmonioso ritmo
Da festa que se fez
Quando fomos presenteados
Com a arte de amar
A tal intensidade
Que a razão resolveu se calar
E a paixão ardente se manifestar
Com todo o esplendor
De um puro e sincero amor.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Elementos do amor


Em teus olhos castanhos, vejo chamas
Onde arde a paixão avassaladora
Que mudou nossos caminhos
Em busca da completude de um grande amor

No brilho dos teus olhos, vejo águas
Onde posso mergulhar
Tranquila e serena
Nadando em paz sem temor

Olhos castanhos, como a terra
Onde posso me sustentar
Manter meus pés no chão
Estando segura aonde for

Em teus olhares a leveza do ar
Por ela a promessa da entrega a ti
Completa, para deles nunca me afastar
Tendo sempre meu abrigo e refúgio
Aonde quer que eu vá

Ao olhar-te sou nada além de mim
Com os mais puros sentimentos
Por ti despertados
Todo amor que se pode ter
A ti dedicado...
Imenso tão quanto o céu
Lindo tal qual a lua cheia
Verdadeiro, como nós.

domingo, 4 de novembro de 2012

Tempestade em céu azul


Da loucura incandescente somos cúmplices,
pois no desejo proibido ardem nossas almas.
E no fascinante delírio da paixão
eis que se foram aquelas convicções
outrora impregnadas de repulsa
mas que já não se fazem tão certas ou erradas.

Nos teus olhos a simplicidade da alegria,
já em teus lábios a paz de uma ventania
perpassa por toda minha pulsação
desajeitando meus fios de cabelo
e todas as incertezas do meu coração.

Naufragamos em ondas de mar límpido
Enfrentamos tempestades de céu azul
Com o sol a debochar por sobre
e águas chorando sob
tantos medos e desejos.

Um tempo que ameaça
Ameaça cura com faca afiada
Ferida sangrenta no peito criar
Criar bela cicatriz
A sorrir da própria sorte,
sorte que escolheu existir
para a felicidade alcançar.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Aprendendo


Nas desventuras dos caminhos percorridos, amamos. E pode ser um amor dirigido à pessoa errada, em momento e local inapropriados. É impossível saber distinguir entre certo e errado quando se ama. Talvez seja por isso que simplesmente acabamos nos dando conta, no fim, do desgaste a que nos submetemos em troca de alguns momentos de felicidade. Se a tristeza dos meios e fins supera a felicidade do início, é algo a se refletir. Pois somente quando alegria e tristeza desencadeadas por um amor se vão, é que se consegue refletir melhor a dinâmica dos dias amados, bem ou mal. Certamente não há relevância nenhuma em se fazer considerações sobre isso. Mas uma alma cansada e aflita pensa muito no passado, no presente e no futuro. Se otimista, considera que há alguém por aí que um dia encontrará seus olhos perdidos e os colocarão num mar alvoroçado da paixão. Se pessimista, considera que não há ninguém bom o bastante para conseguir fazê-la se perder novamente. Se realista, considera as possibilidades, de acordo com o tempo, pois talvez um período de solidão, seguido por uma nova entrega.
Nada é tão ruim que não possa ser superado. Saímos da condição de medo da tristeza para a de desejo de ser feliz. E este sim nos guia rumo a um futuro otimista. E é nesse futuro que pretendo chegar. Quando meus fantasmas do passado não me assombram e nada além de lembranças de um amor restam. Sentimentos feridos não deixam a felicidade nos tomar. Com angústia e dor, quem pode ser feliz? Por isso é preciso superar. Manter a integridade do eu, entrar em harmonia com si próprio. Sentir a brisa no rosto, a água quente molhando o corpo, o gosto doce de chocolate, uma companhia amiga, o suor escorrendo após dançar. Tudo faz parte da completude do “eu”. Nada é puramente sensação ou racionalização. É do equilíbrio desses elementos que se pode sair da condição de servo para a de senhor de si mesmo. De dono da própria felicidade. E depende-se dos outros para isso, como se depende de todo o resto para viver. Mas é o ser no conjunto que dita os rumos de sua vida. Caso contrário, tem-se uma existência miserável e limitada, em que o sentimento de pena de si próprio torna-o escravo de sua própria situação, impedindo-o de sentir a vida pulsátil e a vibração das energias positivas.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Paixão inspiradora

Uma bela canção é tão inspiradora

quanto uma doce paixão

Se por ela me apaixonei

e,vezes seguidas, até me esgotar ouvi

também de tal paixão pouco sobrara

Mas um esgotamento tal qual

a música que se repete

Até que se canse daquele som

E se procure outro

Que leve quem o aprecia às nuvens

Abalando corpo e mente

Em sua suave melodia...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Lembranças

Ela deitou- se na cama, fechou os olhos e começou a devanear, após mais um dia não muito interessante. A insônia abriu- lhe os olhos. Pôs- se a escrever sobre (ou para) alguém, ou simplesmente para ela.

“Se um dia descobrira a paixão, fora numa troca de olhares não tão ingênua quanto diria a poesia. Quanto segredo quisera em ti descobrir, mas em anos tão pouco me revelara. Contentei- me a conter-te em meus pensamentos e devaneios profundos, porque a proibição impunha- se mais imponente que o desejo de nossos olhares e abraços despretensiosos. Teus olhos calmaria jamais foram, apesar de límpidos e suaves, causaram verdadeiras tormentas em sentimentos tão pouco explorados e grandemente reprimidos. Nunca acreditara em nada religioso, apenas fantasmas e bonecas vingativas, além de alguma desconfiança quanto a um possível mundo além, como muitos dizem. Entretanto, fizeras com que acreditasse que nosso entendimento transcendesse o simples convívio presente e fosse além do explicável, mais inimaginável que qualquer teoria sobre vivos, mortos e aqueles em meio caminho entre isso. Pois troca de olhares sempre bastara para compreendermos o incompreensível de nossas almas medrosas e aflitas com turbilhões de problemas, cada qual um dimensão do teu. E por mais dúvidas impostas, não precisava mais que um toque amigo e carinhoso para que o mundo desaparecesse por completo infinitamente durante alguns segundos. Tentativas não faltaram, e, infelizmente, o destino impôs- nos completa distância, por bem ou mal. Mas o bem que me fizestes depertara em mim o desejo de ser melhor do que poderia ser. Agora me resta o vício de buscar por olhos que vejam minha alma, como os teus viam, que me façam querer persistir, bem como braços que me acalentem e transfiram-me mais energia do que o corpo possa suportar, como os teus fizeram tantas vezes. Acredito na impossibilidade de tal feito e por mais que o tempo passe, sempre lembrarei de uma certa paixão proibida, reprimida, que me impulsionou em direção ao que hoje sou e em cujas lembranças ainda me apoio buscando conforto ao desespero meu de cada dia. Ligação mais sublime que céus e mar não se rompe com o tempo, ainda nos reencontraremos, aqui ou em qualquer outro lugar.”

Após escrever, adormeceu profundamente, sem sonho algum.

domingo, 3 de julho de 2011

O louco....


Um louco dentre eles

Busca a alma em qualquer lugar

Perde-se com o tempo

De tanto esperar

Chora quieto quando lua cheia

Ri alto numa tarde fria

Qualquer coisa que não tem

E talvez nunca terá

Sonha por aí

Quem sabe se ama

Mal conhece a si

Da solidão tem medo

Também dos seus segredos

Do futuro a esperar.